24 de maio de 2017

Mostra marca mês de combate à violência contra crianças e adolescentes


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Por que promover repetidas ações de combate à violência contra crianças e adolescentes? A resposta vem por meio de dados: mais de 17,5 mil crianças e adolescentes podem ter sido vítimas de violência sexual no Brasil em 2015, quase 50 por dia durante um ano inteiro. Os números são relativos às notificações feitas ao Disque-Denúncia Nacional, o Disque 100. Essas ações têm seu ápice no dia 18 de maio, comemorado todo ano como Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

As denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Disque 100 foram apenas uma parcela das 80.437 registradas em 2015 contra essas faixas etárias. Negligência e violência psicológica são outras violações registradas. As meninas são as maiores vítimas, com 54% dos casos denunciados. A faixa etária mais atingida é a de 4 a 11 anos, com 40%. Meninas e meninos negros somam 57,5% dos atingidos.

Quando os dados se afunilam para o Maranhão no recorte geral de violações por estado em 2015, a pesquisa mostra que foram registrados 1298 casos, o maior índice de violência se comparado a outras minorias.  Mas, apesar da redução se comparado ao ano de 2014, o número de casos ainda é alarmante.

Levando em consideração a importância de discutir este problema, a Secretaria Municipal da Criança e Assistência Social (Semcas) está realizando uma mostra sobre violência sexual entre os dias 22 a 26 de maio, das 9h às 17h30min, no Centro de Criatividade Odylo Costa Filho, na Praia Grande, em que apresenta recortes de jornais e revistas sobre a Campanha de 18 de maio e casos de violência sexual contra crianças no Maranhão.

Plano para combater a violência contra crianças

Durante o evento acontecem, ainda, palestras e exibição de filmes livres para todos. A coordenadora do evento, Nubervânia Moreira, lembra que essa é mais uma ação do comitê responsável pelo Plano Municipal de Enfrentamento à Violência Sexual de Crianças e Adolescentes. “As palestras são de responsabilidade dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), com pessoas que fazem o atendimento no dia a dia e que conhecem a realidade; cada dia as palestras são coordenadas por um dos Creas de São Luís”, comenta Nubervânia.

Para Deisy Asevedo e Sandra Barreiro, turistas de São Paulo que visitaram a mostra, a violência é assustadora e revoltante. Deisy fala que “por isso, é importante mostrar, divulgar para a população, e não é um problema só do Maranhão, mas os números aqui são mesmo enormes”. Sandra completa dizendo que o problema tem que ser tratado com atenção, “que seja no boca a boca, um trabalho social que vá lá e converse, mesmo que seja complicado, inclusive para a família lidar com as vítimas e os agressores”.

O objetivo do evento inova na busca por soluções envolvendo não somente as crianças e adolescentes de São Luís, mas também todo a população nesta campanha que surgiu quando no dia 18 de maio de 1973, a menina Araceli Cabrera Crespo, de 8 anos, foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espírito Santo. A data ficou instituída como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a partir da data de aprovação da Lei Federal 9.970/2000.

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